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Saber perder e saber construir: as lições que o futebol português nos está a dar

Taças fogem aos “do costume” e provam que competência, planeamento e mérito ainda fazem a diferença

Por Diogo Luís – Mercado de Valores

Esta temporada está a deixar uma mensagem clara no futebol português: nem sempre ganham os mesmos. As Taças estão a ser decididas fora do guião habitual e isso não é obra do acaso.

Na Taça da Liga, assistimos a uma final minhota. Já na Taça de Portugal, o cenário volta a surpreender, com um outsider garantido na final do Jamor, depois de o sorteio ter colocado Torreense e Fafe frente a frente nas meias-finais, abrindo caminho histórico para um deles.

Este novo panorama explica-se por duas razões fundamentais.

A primeira é simples e merece ser sublinhada: competência. Equipas como Vitória SC, SC Braga, Torreense e Fafe souberam preparar-se, competir e vencer adversários teoricamente mais fortes, alcançando com mérito as fases decisivas das provas.

A segunda razão prende-se com a felicidade — e justiça — do sorteio, especialmente na Taça de Portugal. O emparelhamento entre Torreense e Fafe não só equilibrou forças como garantiu, desde logo, que um clube fora do eixo habitual terá a possibilidade real de disputar uma final no Jamor.

Mais do que surpresas, estas Taças mostram que saber perder, saber construir e saber esperar continua a ser tão importante como investir. O futebol português ganha quando a narrativa muda — e esta época está a provar exatamente isso.

 

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