Renato Seabra aguarda possível libertação em prisão de alta segurança
Quinze anos após o homicídio de Carlos Castro, condenado cumpre pena numa unidade conhecida como a “Pequena Sibéria”

Passaram 15 anos desde o homicídio do jornalista Carlos Castro, um crime que abalou profundamente Portugal e os Estados Unidos. Renato Seabra, autor do crime ocorrido em Nova Iorque, cumpre atualmente pena numa prisão de alta segurança apelidada de “Pequena Sibéria”, onde aguarda a possibilidade de vir a beneficiar de liberdade condicional.
O homicídio aconteceu a 7 de janeiro de 2011, num quarto de hotel em Manhattan, após a passagem de ano celebrada em Times Square. Carlos Castro, então com 65 anos, foi encontrado morto com sinais de extrema violência, incluindo mutilação genital, na sequência de uma discussão com Renato Seabra, que tinha 21 anos à data dos factos. A brutalidade do crime e a notoriedade da vítima deram ao caso uma dimensão internacional.
Desde a condenação, Renato Seabra encontra-se numa unidade prisional de segurança máxima, onde convive com criminosos considerados de elevada perigosidade, incluindo assassinos em série. Apesar do contexto rigoroso e hostil da prisão, fontes indicam que o recluso se tem destacado pelo bom comportamento, sendo visto como um dos presos mais disciplinados do estabelecimento.
Com o passar dos anos, o caso continua a ser recordado como um dos crimes mais chocantes envolvendo figuras públicas portuguesas no estrangeiro. Atualmente, Renato Seabra aguarda decisões judiciais que poderão vir a determinar uma eventual libertação, mantendo-se sob avaliação do sistema prisional norte-americano.



