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Mistério persiste na morte de Clara Pinto Correia: amigos revelam que “estava triste”

Exames toxicológicos só no final de janeiro poderão esclarecer causas da paragem cardíaca da escritora

Mais de um mês após a morte de Clara Pinto Correia, continuam por esclarecer vários pormenores sobre os últimos dias de vida da escritora e bióloga. A autora, de 65 anos, foi encontrada sem vida a 9 de dezembro, na sua casa, em Estremoz, num caso que desde cedo levantou interrogações. Apesar de não terem sido detetados sinais de violência e de o cenário de crime ter sido afastado, permanecem dúvidas quanto às circunstâncias do falecimento.

De acordo com a autópsia, Clara Pinto Correia morreu na sequência de uma paragem cardíaca. No entanto, as causas que conduziram a esse desfecho ainda não estão totalmente esclarecidas. As autoridades aguardam agora os resultados dos exames toxicológicos, que deverão ser conhecidos apenas no final de janeiro e que poderão trazer novas respostas sobre o que aconteceu nas horas que antecederam a morte.

Entretanto, a CMTV esteve em Estremoz para ouvir pessoas próximas da escritora. Amigos e conhecidos descrevem uma mulher a atravessar uma fase difícil, apesar da imagem pública de independência e liberdade que sempre cultivou. “Ela estava triste por ir embora”, confidenciou uma amiga próxima, referindo que Clara demonstrava preocupação com o futuro e com a instabilidade que vivia.

Segundo o mesmo testemunho, a escritora falava com frequência da possibilidade de ter de deixar a casa onde residia. “Dizia: ‘Tenho de ir para a Casa do Artista. Tenho de me ir embora’”, contou, acrescentando que existia uma ordem de despejo. Estes relatos lançam uma nova luz sobre o estado emocional de Clara Pinto Correia nos seus últimos dias, acrescentando uma dimensão mais humana e sensível a um caso que continua a comover o país.

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